segunda-feira, abril 30, 2007

Blog ressucitando das trevas

Pois é esse blog existe ainda e agora eu vou começar a postar umas cronicas que eu estou escrevendo, dessa vez é uma história epica-medieval meio clichê para algumas pessoas. Provavelmente isso vai virar uma história em história em quadrinhos um dia, então vou postar tambem os desenhos dos personagens também. Por favor, critiquem e me desculpem pelos inúmeros erros de português que sempre cometo =D e pelo maldito travessão q estou representando por "--"


PRIMEIRA CRÔNICA
Sombra e Pedras
Floresta Perdida
Cador segurou sua maça com toda a força e preparou para desferir mais um golpe mas se conteve, já estavam todos mortos. Todos, menos ele. Ele e Ragamoth, o maldito bruxo tinha escapado, Ragamoth levou a vida de seus amigos e fugiu para a escuridão da floresta perdida. Estava nos pés das montanhas sombrias que separavam Drognan do Reino Central de Lothay, eram montanhas enormes, cinzentas e pedregosas, poucas árvores, a maioria delas estavam secas ou podres. Ao pé da montanha uma floresta de árvores dispersas e uma neblina fina e fria envolviam Cador, tremendo, banhado de sangue morto, segurando sua maça e seu escudo, bufando como um touro. O ar fedia, a armadura pesava e ele estava tonto.
Todos morreram, pensou mais uma vez. Seus amigos, guerreiros conhecidos a anos, mortos numa cilada suja como essa. Foram encurralados por arqueiros nas arvores e um bruxo que fez com que ficassem quase cegos. A luta durou quase meia hora e o bruxo fugiu enquanto Cador batia repetidamente em um dos arqueiros, que já estava morto fazia algum tempo.

Escutou algo se movendo na floresta, sua espinha gelou e virou-se com seu escudo. Era um jovem, vinha mancando com um robe cinza estampado com o brasão de Luna, só podia ser Cailin. Largou a maça e o escudo, também tirou o capacete - um crânio humano esculpido em ferro - e caminhou pesadamente na direção do Jovem.
-- Você é Cador? -- disse Cailin assustado segundos antes de levar um soco no maxilar. Cador estava usando luvas e uma armadura de ferro, então mesmo sendo um soco fraco o Jovem caiu no chão e soltou um gemido de dor.
-- Esperávamos você e fomos atacados! Meus amigos estão mortos! -- berrou o Cador.
Cailin levantou de cabeça baixa limpou o sangue da boca e não disse nada.
-- Me ajude a empilhar os corpos.
Os dois passaram a noite sem falar um com o outro, eles empilharam os corpos, pegaram alguns galhos secos e atearam fogo. Era a única maneira de ter certeza de que não iriam voltar como servos de Shazgoth.
Cailin dormiu encostado em uma arvore, Cador ficou a noite toda olhando para as caraças incineradas. A noite não passou, nesses tempos nem o sol se arriscava a aparecer. Os dois partiram com uma fina chuva e a sensação horrível de estar entrando mais fundo no reino dos mortos.


De Word of Nasgoth